Ser mãe após os 30 ou 40 anos já é uma forte realidade no Brasil. E vários fatores contribuem para que muitas mulheres optem por ter filhos nessa faixa etária: investimento na vida profissional e nos estudos; ascensão financeira que permite usufruir várias experiências antes da maternidade; inúmeras opções de métodos contraceptivos; ausência de um parceiro ou desejo de aproveitar a relação sem filhos por mais tempo e, claro, os avanços da medicina, que oferecem mais segurança à mãe madura. Além disso, é bastante comum que casais em novas uniões desejem ter mais filhos. Conheça os desafios e encantos de assumir a maternidade nessa fase da vida.

Os mitos

Maternidade trabalho

“Quando a Júlia nasceu, eu tinha 36 anos e muitas amigas e até a minha mãe diziam que eu não teria energia e paciência para acompanhar o pique de uma criança pequena. Não foi o que aconteceu! Eu estava tão feliz com a maternidade, tão focada em cuidar dela, que aproveitei cada minuto, cada brincadeira, cada noite em claro.” O depoimento da arquiteta Heloísa Funchal mostra o que as pesquisas já apontavam: mães maduras são “tão capazes” quanto as jovens. Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, que avaliou 150 mães com idades entre 30, 40 e 50 anos, mostrou que a competência das mães mais velhas não deixa nada a desejar! “De maneira geral, os pesquisadores verificaram que as mulheres com 50 anos não têm menor capacidade como mães ou mais estresse do que as mais jovens”, diz a coordenadora da pesquisa, Anne Steiner. Portanto, características como paciência, disposição e energia parecem estar mais associadas à personalidade e estilo de vida do que à idade da mulher.

 

Delícias da maturidade

O equilíbrio e a sabedoria que a idade traz podem fazer diferença na hora de ter um filho e educá-lo. Veja o que conta Sônia Falles: “Meu primeiro filho, Guilherme, nasceu quando eu tinha 22 anos. Naturalmente, a experiência foi maravilhosa, mas, no auge da juventude, eu vivi sua infância com muita ansiedade e era capaz de me desesperar com uma simples cólica. Eu me sentia insegura, superprotegia o bebê e sentia sempre que estava ‘errando’ em sua educação. Treze anos depois, e já no segundo casamento, a Fernanda nasceu e minha experiência foi totalmente diferente! Eu me sentia mais calma, tinha confiança em minhas atitudes e uma situação financeira mais estável, que me deixava mais segura e relaxada. Meus dois filhos são maravilhosos, mas acho que estou sendo uma mãe melhor para a Fernanda do que fui para o Gui. Por incrível que pareça, eu tenho mais disposição para brincar com ela e acompanhá-la nas suas descobertas, do que tive aos 20 e poucos anos”.

Os desafios

desafios da maternidade

A Organização Mundial de Saúde, OMS, considera tardia a gravidez que ocorre após os 35 anos. E essa gravidez tem, naturalmente, desafios. As preocupações com a gestação, que necessita de um acompanhamento mais rigoroso, e as dúvidas quanto à saúde do bebê parecem encabeçar as inquietações da mãe madura. Essas apreensões têm fundamento: após os 40 anos, a reserva de óvulos férteis diminui consideravelmente, o que pode dificultar uma gestação espontânea. Além disso, algumas síndromes e malformações estão relacionadas à idade avançada da mulher. “A gravidez depois dos 40 anos registra índice de aborto de 20% e o risco de malformação é até cinco vezes maiores do que em uma mulher de 30 anos”, diz Alvaro Pigatto Ceschin, especialista em fertilidade e reprodução humana. Por fim, nem todos os casais têm condições financeiras para tratamentos de reprodução assistida, que podem ser necessários.

O que diz a medicina

gravidez e medicina

Do ponto de vista reprodutivo, sem levar em conta as escolhas da mulher, os médicos consideram que o melhor período para engravidar é entre 20 e 29 anos. Por isso, apesar de todos os avanços e tecnologias, a gravidez na maturidade exige reflexão. E, infelizmente, muitas vezes ela não se concretiza. “A fertilidade da mulher começa a declinar já aos 35 anos. Deste momento em diante, cada ano pode significar uma redução considerável nas chances de sucesso de um tratamento de reprodução assistida”, explica Newton Busso, presidente da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana da Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e chefe da Clínica de Reprodução Assistida da Santa Casa de São Paulo.

A gestação na maturidade também deve ser acompanhada de perto, porque há maior risco de hipertensão e diabetes.

Escrito por Renata Marcondes de Paula

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